segunda-feira, 26 de julho de 2010

REDAÇÃO

Esquema básico de dissertação 1

Título



Parágrafo - TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3 } Introdução


Parágrafo - Desenvolvimento do argumento 1 } Desenvolvimento


Parágrafo - Desenvolvimento do argumento 2 } Desenvolvimento


Parágrafo - Desenvolvimento do Argumento 3 } Desenvolvimento


Parágrafo - Expressão inicial + reafirmação do TEMA + } Conclusão

observação final.


O esquema acima pode ser utilizado para redigir qualquer dissertação ele lhe será útil.

Para que você possa estruturar satisfatoriamente os argumentos; garantirá ainda organização e coerência à sua dissertação.

Imagine que você queira dissertar sobre o seguinte tema:


"Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver graves problemas que preocupam a todos."


Como encontrar os argumentos?

Fazendo a pergunta (POR QUÊ?) ao tema.


TEMA - Chegando ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu

resolver graves problemas que preocupam a todos.


1 – Existem populações imersas em completa miséria.


2 - A paz é interrompida por conflitos internacionais.


3 – O meio ambiente encontra-se ameaçado pelo

desequilíbrio ecológico.

BRANCA, Granatic. Técnicas Básicas de Redação.São Paulo:Scipione, 1995.

domingo, 25 de julho de 2010

SÓ ME INTERESSA O QUE NÃO É MEU!



FORMAS DE APROPRIAÇÃO

O NOVO TEXTO CONSERVA O MESMO SENTIDO DO TEXTO FONTE

ALUSÃO

Referência indireta e vaga a personagens, pessoas, obras etc.

CITAÇÃO

Transcrição de um trecho de texto, mencionando o título e/ou seu autor.

PLÁGIO

Apresentação de trechos ou de toda uma obra alheia como se fosse própria.

PARÁFRASE

Explicação de um trecho ou texto usando outras palavras.

O NOVO TEXTO ALTERA O SENTIDO DO TEXTO FONTE

PARÓDIA

Utilização de elementos de um texto (personagem, enredo, forma etc.) para a criação de outro.

COLAGEM

Composição de um texto utilizando “pedaços” de um ou vários outros.


Dentre as formas apresentadas mais duas são dignas de destaque: a tradução (de idioma para idioma) e a adaptação (de linguagem para linguagem – por exemplo, da literatura para o cinema).

TRADUÇÃO

A tradução é um tema muito estudado hoje em dia, pois trata-se da apropriação de textos de um idioma por outro. Os problemas são tão complexos que envolvem várias ciências: Filologia (estudo histórico da formação e transformação das línguas), Ling6uística (estudo dos sistemas lingüísticos), Semiótica (estudo dos sistemas e processos de produção simbólica), entre outros.

ADAPTAÇÃO

É um recurso diariamente empregado por técnicos e autores. Filmes que se tornam livros, livros que se tornam história em quadrinhos, peças de teatro que se tornam novelas de TV etc. exigem um verdadeiro arsenal de técnicas: por exemplo, o que é descrição verbal de espaço em um livro, terá de tornar-se palco, cenário e iluminação no teatro.







terça-feira, 5 de maio de 2009

"O que é o que é? "

O que é que tem capa mas não é super-homem, tem folha mas não é árvore, tem orelha mas não é gente?

O que é que tem na água e no sal, mas não tem no tempero?


Sucesso!

FIQUE LIGADO!

PARA COMPOR UM BOM TEXTO



Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. Não existem fórmulas mágicas: o exercício contínuo, aliado à leitura de bons autores, e a reflexão são indispensáveis para a criação de bons textos.

Ler, escrever e pensar


Saber escrever pressupõe, antes de mais nada, saber ler e pensar. O pensamento é expresso por palavras, que são registradas na escrita, que por sua vez é interpretada pela leitura. Como essas atividades estão intimamente relacionadas, podemos concluir que quem não pensa (ou pensa mal), não escreve (ou escreve mal); quem não lê (ou lê mal) não escreve (ou escreve mal).
Ler, portanto, é fundamental para escrever. Mas não basta ler, é preciso entender o que se lê. Entender significa ir além do simples significado das palavras que aparecem no texto. É preciso, também, compreender o sentido das frases, para que se alcance uma das finalidades da leitura: a compreensão de ideias e, num segundo momento, os recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto.
Apesar do grande poder dos meios eletrônicos, a leitura é ainda uma das formas mais ricas de informação, pois grande parte do conhecimento nos é apresentado sob forma de linguagem escrita.


Lembre-se: estar bem informado é uma das normas mais importantes para quem quer escrever bem.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A HISTÓRIA SOCIAL DO SIMBOLISMO


A sesta (a partir de Millet) (1890),
de Van Gogh





O fato de uma estética literária vigorar em determinado momento histórico não significa que todas as pessoas e grupos sociais daquele momento tinham vivido e pensado da mesma forma. Pode-se dizer que nas épocas históricas há uma ideologia predominante, mas não global.

Nas últimas décadas do século XIX, por exemplo, em meio à onda de cientificismo e materialismo que deu origem ao Realismo e ao Naturalismo, surge um grupo de artistas e intelectuais que põem em dúvida a capacidade absoluta da ciência de explicar todos os fenômenos relacionados ao homem. Não crêem no conhecimento “positivo” e no processo social prometidos pela ciência.

Pensam que, assim como a ciência, a linguagem é limitada. A primeira, para traduzir a complexidade humana, e a segunda, para representar a realidade como ela de fato é, podendo, no máximo, sugeri-la.

Estudar a literatura do período implica conhecer a crise espiritual que marcou esse momento histórico e ver de que modo ela acarretou uma nova forma de ver e sentir o mundo e, conseqüentemente, uma nova forma de expressão artística: a arte simbolista.


Fonte: Cereja, William Roberto. Português: linguagens: vol. 2: ensino médio. 5. ed. - São Paulo: Atual, 2005



COSMOS E PSIQUE


O Simbolismos é um movimento que atravessa o final do século XIX, e que exprime a tonalidade espiritual de uma época, conciliando o cosmos e a psique. A experiência poética associa-se, então, à meditação meta-física. A beleza torna-se um ideal, com rejeição lógica da sociedade "burguesa". Há um desencanto generalizado, o mundo entra em crise, o escritor afirma-se "decadente" e refugia-se num universo imaginário, construíido uma filosofia do nada, do aniquilamento, da desesperança e do cepticismo.



Fonte: (Isabel Pascoal. Introdução. In: Camilo Peçanha. Clepsidra. Biblioteca Ulisséia de Autores portugueses. p. 16.)







FIQUE LIGADO!

Para você ampliar seus conhecimentos sobre o Simbolismo e a arte no final do século XIX, eis algumas sugestões.

VÍDEOS

O eclipse de uma paixão, de Agnieszka Holland; Camille Claudel, de Bruno Nuytten; Sonhos, de Akira Kurosawa (coletânea de histórias, entre as quais uma é relacionada ao pintor pós-impressionista Van Gogh).

LIVROS

Sobre o teatro do século XIX: Judas em sábado de Aleluia e O noviço, de Martins Pena (Ediouro); Caiu o mistério e Como se fazia um deputado, de França Júnior (Ediouro); A capital federal e O dote, de Artur Azevedo (Ediouro); O inspetor-geral, de Gogol (Ediouro); Casa de bonecas, de Henrik Ibsen (Veredas); Senhorita Júlia, de Auguste Strindberg. Outros: O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson (Nova Fronteira); O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde (Imago); Flores do mal, de Charles Baudelaire (Nova Fronteira); Uma temporada no inferno, de Arthur Rimbaud (L&MP); Mallarmé, de Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos (Perspectiva); Iluminuras, tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Mauricio Arruda Mendonça (Iluminuras).

ARTES PLÁSTICAS

Conheça a obra dos pintores impressionistas e pós-impressionistas, como Manet, Renoir, Monet, Cézanne, Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec e Klimt, e a dos pintores simbolistas, como Moreau, Redon, Gauguin. Conheça também, as artes aplicadas, o movimento art nouveau, e leia Vida e obra de Vincent Van Gogh, de Janice Anderson (Ediouro).

SITES

universoliterario.vilabol.uol.com.br/simbolismo.html

www.intituto.com.br/inrevista/literatura/simbolismo

www.nilc.icmc.usp.br/literatura/simbolismo.1893.htm

www.mundocultural.com.br/literatural/

portalliterario.site.uol.com.br/simbolismo.htm

PESQUISA

Pesquise sobre as relações entre Simbolismo e o Romantismo, incluindo a tendência Gótica.


Fonte : Cereja, William Roberto. Português: linguagens: vol. 2: ensino médio. 5. ed. - São Paulo: Atual, 2005.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

REDAÇÃO

O poder do verbo

A coordenadora de redação da Fuvest, o maior vestibular do país, fala sobre os bastidores da prova e ensina o bê-á-bá para fazer o texto perfeito.

Todos os anos, a professora Maria Thereza Fraga Rocco tem uma tarefa de peso: preparar a prova de redação do vestibular mais concorrido e temido do Brasil - a Fuvest -, que faz a peneira dos candidatos que ingressarão na Universidade de São Paulo (USP). Mas o trabalho árduo começa mesmo quando os vestibulandos terminam a parte deles: é hora de ela supervisionar a correção de nada menos que 38 mil redações. Na entrevista a seguir, Maria Thereza - que coordena as áreas de português e redação da Fuvest - tira as principais dúvidas em relação à prova, dá dicas importantes para acertar no texto e adverte: "A redação só é um terror para quem não investe tempo em desenvolvê-la". Tomou nota?

Como é preparada a prova de redação da Fuvest?
A escolha do tema começa já em abril. No decorrer do ano cultivamos seis ou sete possibilidades de assunto, mas só fechamos mesmo em novembro. Não escolhemos nada que requeira conhecimento prévio e profundo do jovem. Pedimos temas que exijam que ele saiba refletir, julgar, analisar sob diversos ângulos, e nunca tópicos referentes às notícias recentes de jornal. Os estudantes ficam preocupados com a possibilidade de que caiam temas como a violência urbana, o aquecimento global, o gás natural na Bolívia. Não vai cair nada disso, já digo de cara!

E como é feita a correção?
Cada redação é escaneada e entregue a um par de corretores - professores treinados desde novembro -, que ficam em salas diferentes. Esses pares são sorteados todos os dias, e nenhum corretor sabe quem é seu par. São 72 professores, que ficam em duas salas enormes, uma distante da outra. Cada sala tem também dois coordenadores de correção, para ajudar no caso de dúvida em algum quesito. Há ainda a possibilidade de a prova passar por uma terceira correção. É feita uma média das notas dadas pelos dois corretores, mas as vemos separadamente no computador de controle. Se a diferença entre elas passar de 10 pontos, uma terceira pessoa é chamada para fazer outra avaliação.

O que pesa mais na hora de dar a nota?
Temos pontuações específicas para os três itens que a redação aborda: relação tema-texto, desenvolvimento e expressão. Por expressão refiro-me aos aspectos de concordância, regência, acentuação etc. Mas não ficamos atrás de erros se eles não trouxerem prejuízo ao entendimento. Aliás, essa parte é a que tem o menor valor. Dos três itens, o que pesa mais é a relação tema-texto. Em seguida vem o desenvolvimento da redação, a maneira como o candidato escreve sobre o assunto que delimitou. Verificamos se ele responde à questão que levantou, se a exemplifica, e assim por diante.

E no caso dos candidatos que não abordam o tema proposto?
É zero. Se eu peço ao candidato que fale de uma casa de alvenaria e ele me diz das folhas verdes que costumam existir nas florestas, a menos que ele seja um gênio e faça uma relação perfeita, está fora do tema. Nossas propostas são muito bem explicadas. Se o candidato não entende, o processo seletivo já começa ali.

Existe alguma forma de se preparar para a redação?
Existe: fazendo textos. Podem-se, por exemplo, produzir redações na escola ou em casa e discutir sobre elas com um professor ou um colega. As versões - que são os rascunhos - não podem ter aquele sentido antigo, de algo que se descarta no lixo. Aquela primeira versão é um anteprojeto do texto. E, à medida que ele for refeito, revisto e criticado, vai crescendo. Quem sabe escrever sabe escrever com a prática de desenvolver a escrita. A leitura é muito importante, mas a relação entre ler um texto e produzir outro não é automática.

O que o vestibulando deve ter em mente para escrever um bom texto?
A coerência, a coesão, o uso adequado de conectivos. Mas há um ponto muito importante: o conceito de autoria - quando se pode perceber que determinado texto foi de fato escrito por aquele candidato. Não nos interessa se a opinião é politicamente correta. As boas redações são aquelas que obedecem ao discurso dissertativo - que têm começo, meio e fim - e são fruto da independência do pensamento de cada um. Ficamos exaustos de ver a "camisa-de-força" enfiada nos jovens pela escola ou pelos cursos preparatórios.Muitos alunos escrevem numa estrutura engessada de cinco ou seis parágrafos: começam com um "desde a Antiguidade"; no segundo parágrafo usam "por um lado"; no terceiro, "no entanto"; no quarto, "por outro lado"; no quinto, "é preciso, porém, considerar"; e, no sexto, "em resumo". Formalmente, a estrutura é corretinha. Mas o que se vê? Que os conectivos nada têm a ver com o restante do parágrafo.Outra coisa que não se deve fazer: tentar mostrar erudição a qualquer custo. É comum vermos coisas do tipo: "como diz o grande poeta latino" ou "como escreveu Sócrates"... são chiques! Mas, ora, Sócrates não escreveu nada! O pior é que todo ano encontramos as mesmas citações. Sinal de que os alunos foram treinados para citar. O candidato deve citar, sim, mas com competência, sabendo o que está fazendo.Você já encontrou redações de todo tipo.

Quais foram as que mais a marcaram, para o bem e para o mal?
Há redações que arrepiam, a ponto de falar "meu deus, quando eu crescer quero ser igual a esse menino ou menina". Sempre que aparece uma redação linda, bem escrita, os coordenadores me chamam e eu vou correndo para ler. Um exemplo é o texto de uma moça que veio de Santa Catarina para prestar medicina. A redação dela era uma coisa! Foi no ano em que o tema era uma catraca instalada no centro de São Paulo como forma de manifestação artística: a moça queria tirar as catracas de sua mente, os momentos enferrujados que impediam a passagem de novas idéias. Era uma redação maravilhosa.Em oposição, lembro de outra que começava assim: "Como estou feliz! Um lindo dia de sol neste 8 de janeiro em que vou fazer vestibular. É primavera". Oito de janeiro é verão. No hemisfério norte é inverno. Não há primavera no mundo nessa data! Ou seja...

Fonte: Almanaque Abril 2008.